Agronegócio: uma herança entre gerações
A agricultura está “no sangue” de muitas famílias brasileiras que fazem do uso da terra o seu meio de vida. Esse é o caso da família Monsani, de São Miguel do Iguaçu, no Oeste do Paraná. Com mais de cinco décadas dedicadas ao agronegócio, o patriarca Pasqual Monsani, de 60 anos, carrega a paixão pela atividade e o desejo de superação e crescimento como marcas de vida.
Ainda criança, começou acompanhar a jornada do pai, Antônio Monsani, que em 1953, vindo de Santa Catarina, escolheu o então distrito de Foz do Iguaçu, à época denominado Gaúcha, para iniciar sua caminhada com a agricultura. Com um começo simples, as primeiras atividades foram direcionadas principalmente ao sustento da família. “Meu pai plantava milho, abóbora e um pouco de mandioca para engorda de porcos. Naquela época era mais para subsistência e para criar os animais. Somente alguns anos depois que ele começou a plantar pensando na comercialização das culturas”, conta Pasqual.
Enquanto pioneiro, além da participação na construção da história do município margeado pelo Lago de Itaipu, o pai de Pasqual também foi precursor no plantio de soja na região, iniciando ali uma relação com a cultura que se estenderia às futuras gerações. O primeiro plantio foi manual e aconteceu entre os anos de 1967 e 1968, com sementes trazidas de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. “Meu pai sempre gostou de novidades. E o que tinha, ele experimentava. No começo, ele engordava os porcos com a soja que colhia porque não tinha comércio”, lembra o produtor.
Mas isso mudou em meados da década de 70, com o fortalecimento da mecanização agrícola no país. Desde então, o plantio começou a ser realizado visando, sobretudo, à comercialização. “Na época ainda não se tinha armazéns graneleiros na região, então ensacávamos a produção e levávamos para vender em outras cidades”, comenta.
Com o avanço sempre em mente, iniciaram, nos anos 80, o plantio de milho safrinha, colocando-se na vanguarda do cultivo da cultura no município. “No começo a gente plantava o milho no meio da carreira da soja quando estava “lorando” (período em que a soja está amarelando de maneira uniforme, chegando ao final do ciclo). Plantávamos manualmente para depois colher com a máquina”, explica.
Um pioneirismo no segmento que foi reconhecido e perpetuado através da denominação de uma das estradas rurais do município com o nome do pai de Pasqual, falecido aos 82 anos. O local servia diariamente como rota de passagem para Antônio e agora também guarda parte das terras do filho e que são dedicadas à produção de grãos.

Fruto do exemplo
Incentivado pelo exemplo do pai e com um volume expressivo de experiências e aprendizados, Pasqual iniciou, em 1988, sua trajetória independente no agronegócio. Estruturou família e investiu na sua herança: o amor pela agricultura. E o que começou numa propriedade com 20 alqueires se transformou em uma área total de 480 alqueires dedicados principalmente ao cultivo das culturas de soja, milho e trigo.
Com o gosto pela inovação como um dos principais traços herdados do pai, Pasqual gerencia os negócios tendo como premissa a atualização constante. “Acho que hoje, na agricultura, se você não inovar, está sujeito a parar a atividade. Se tiver algum material novo, algum maquinário, uma informação que seja, por exemplo, é necessário saber e acompanhar, senão você vai ficar para trás e corre o risco de “quebrar”, destaca o produtor que, entre outras coisas, investe sempre na renovação da frota própria de maquinários, como ceifa, trator e caminhão, e acompanha as melhores soluções disponíveis no mercado para aplicar na sua lavoura.
Na dedicação diária ao campo, a palavra de ordem é coragem. “A gente sabe que, quando se trata da agricultura, o que hoje está ruim, amanhã pode melhorar. Há muitas coisas que interferem e influenciam. O agro é um comércio a céu aberto e ficamos à mercê de todos os riscos que isso traz, por isso é preciso ter coragem”, afirma.
Paixão que vem de berço
Pasqual ama o lugar em que vive e produz, e esse apreço pelo ofício fez com que os filhos também se apaixonassem pela mágica de ver uma semente se tornar uma planta e depois virar milhares de grãos. Atualmente, os negócios são conduzidos com o apoio dos filhos Andrei e André Monsani, de 28 e 32 anos, respectivamente. “A família é o esteio de tudo. Estou investindo porque sei que meus filhos darão continuidade. É isso que me motiva: saber que nada foi em vão”, destaca.

E, juntos, eles mostram o que acontece quando a sabedoria do pai é combinada com a inovação trazida pelos filhos. André, por exemplo, graduou-se em Agronomia para trazer novos conhecimentos, experiências, perspectivas e abordagens para a produção rural da família, introduzindo sempre mais tecnologias para aperfeiçoar o trabalho na lavoura.
Por isso, para o produtor, muito mais do que uma herança de pai para filho, a sucessão familiar trata da passagem de bastão entre as gerações, para a condução da propriedade e dos negócios da família. E o amor pela terra e os fortes laços familiares são, sem dúvida, ingredientes fundamentais para a família Monsani. “Vemos os netos, ainda crianças, já querendo subir nas colheitadeiras, brincar, aprender. Isso é a alegria da gente. É onde vejo que tudo que fiz não foi em vão, apesar das dificuldades e desafios”, declara, referindo aos netos Pedro e Davi,
E assim como há o período certo para plantar, também chega o momento de colher os frutos de uma vida dedicada ao agronegócio. Por isso, entre uma olhada e outra na produção, Pasqual agora também reserva um tempo para o descanso e lazer. “Com confiança e tranquilidade, sei que tudo está em boas mãos, e entendi que é necessário aproveitar um pouco de tudo que fiz. Sem dúvidas, sou uma pessoa realizada”, finaliza.
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